Saturday, October 07, 2006

Administração da Universidade visita projetos do Dia Mackenzie Voluntário

Por William Maia, Fernanda Kluppel e Bruno Villegas.
Manassés Fonteles, reitor da UPM, acompanha
projeto com grupo de escoteiros.
A diretoria da UPM conferiu os projetos realizados no Campus São Paulo do Dia Mackenzie Voluntário. O reitor Manassés Fonteles, acompanhado do presidente do Instituto Mackenzie, Marcos Lins, e do diretor administrativo Gilson Novaes, acompanhou e registrou seu apoio ao desenvolvimento das atividades.

Segundo o reitor, a iniciativa da criação do projeto é importante porque não é uma prática comum no Brasil: “A tradição da participação das pessoas em atividades voluntárias é muito forte em países como Inglaterra, Alemanha e E.U.A. No Brasil, o Mackenzie é pioneiro nessa iniciativa, que vem sendo retomada nos últimos 10 anos”, afirma Manassés.

O número de participantes demonstra o sucesso do projeto. De acordo com Marcos Lins, esse número ultrapassa 14.000 pessoas. “Estamos muito contentes, esse é um testemunho cristão de como ajudar o próximo.”

Gilson Novaes reforça que a Universidade não segue modismos ou tendências de marketing e que esse caráter social é um valor existente desde a formação da UPM. “A solidariedade está presente na natureza mackenzista”, conclui.

Crianças são voluntárias no DMV

O Mackenzie abriu suas portas para a recepção de crianças e adolescentes moradores da Casa Abrigo Santana. 100 voluntários desenvolveram atividades de recreação, atenção e carinho aos beneficiados. O Abrigo existe há 11 anos e cuida de 60 pessoas. Porém, no momento, essa capacidade foi reduzida para 45 pois um incêndio destruiu parte da casa. Durante o evento, foram para a Casa 40 voluntários, para pintar e restaurar o local, enquanto 45 crianças vieram ao campus.

Os alunos da educação infantil e do fundamental I do colégio Mackenzie fizeram arrecadação de alimentos e de brinquedos. Essa participação não se reduziu apenas a doações. Alunas também foram voluntárias, como foi o caso de Mirella Massotti e Lígia Negrão, que estudam na 4ª série. Mirella, de 10 anos, diz que “ajudar quem precisa é legal, além de poder brincar bastante”. Ela realiza esse trabalho desde os 7 anos, quando houve o primeiro Mackenzie Voluntário. Crianças atendidas pela instituição também gostam desse dia, já que podem mudar suas rotinas, como declarou Carolina Conceição, de 14 anos, beneficiada pelo abrigo desde que nasceu.

Escoteiros participam do Mackenzie Voluntário

Por Fernanda Kluppel e Bruno Villegas
Foto: William Maia
O Projeto dos Escoteiros Voluntários realizou atividades recreativas paras as crianças e jovens da comunidade. Foram alugados pelo Mackenzie brinquedos como uma piscina de bolinhas, uma parede de escalada, uma cama elástica e até um touro mecânico para a diversão. Os escoteiros têm a função de organizar as filas e atividades.
Acostumados com esse tipo de trabalho, os voluntários gostaram muito de participar do evento, por ser um grande projeto que abrange toda a comunidade. “É legal participar porque estamos ajudando as outras pessoas, nós já estamos acostumados”, diz a escoteira Mariana Coelho.
Uma grande quantidade de escoteiros e colaboradores se disponibilizou a participar das atividades. Devido ao grande número de participantes que compareceram em seu projeto, a responsável, Carla Neves, ofereceu a mão-de-obra dos escoteiros para ajudar em outras iniciativas que tivessem poucos colaboradores.

Monday, October 02, 2006

Medo mantém cultura judaica restrita

Resguardo da cultura e religião judaica é causado por medo e preconceito.

Por Lais Cattassini e Paula Angelo


>>>Foto Centro de Cultura: Centro de Cultura Judaica, localizado na Rua Oscar Freire.

A exposição “Coexistence” acabou de passar por São Paulo. Exibidos no Parque Ibirapuera os 45 painéis criados por artistas do mundo inteiro têm como objetivo eliminar o preconceito. Apesar da motivação em fazer culturas e religiões se comunicarem, na prática, pouco acontece.
São Paulo possui diversos pontos exclusivamente judeus. São cerca de 55 sinagogas na cidade, centros culturais e aproximadamente cinco colégios, além de “A Hebraica”, clube para a prática de esportes e divulgação da cultura hebraica. Nenhum desses espaços é objetivamente aberto ao público. Mesmo os centros culturais apresentam uma complicada burocracia para permitir a entrada. Os complexos sistemas de segurança impedem o contato com a religião mais antiga do planeta.

“Não sou a favor de mudanças na cultura”; Ricardo Berkiensztat, O vice-presidente da Federação Israelita de São Paulo


Tradição
O vice-presidente da Federação Israelita de São Paulo, Ricardo Berkiensztat acredita que, devido ao judaísmo ser uma religião baseada na tradição, principalmente, a preservação das tradições se faz necessária, para ele “A cultura é a maior herança de um povo e, através dela, a história se perpetua”. Algumas ações sociais possibilitam que os ensinamentos religiosos, como a Tzdacá (Justiça Social) e a frase “Ame o próximo como a ti mesmo” se enraizarem na sociedade, mas pouco se conhece da tradição judaica propriamente dita.
O aluno do segundo semestre de Administração do Mackenzie, Michel Fiszbein pratica a religião, mas não é ortodoxo. Ele diz “A religião judaica não deve ser aberta ao público. A cultura é parte da religião e gentios não a conhecem muito bem.” O presidente do conselho juvenil judaico sionista do Estado de São Paulo e aluno do terceiro semestre de jornalismo na Universidade Mackenzie, Tomer Savoia concorda: “manifestações anti-semitas, com a que aconteceu na USP, provocam o resguardo, mas não posso afirmar que, se o preconceito não existisse, o povo judeu seria mais aberto”. O mesmo diz Michel Hamoui, morador do bairro Higienópolis e seguidor ortodoxo da religião. E é tal receio que dificulta a interação entre o judaísmo e a colorida herança brasileira. Os prejudicados são todos, judeus ou gentios, todos perdem a chance de se conhecerem sem temor.



>>>Foto manifestação USP: Manifestação anti-semita em mural da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH, na Universidade de São Paulo, demonstra que o preconceito realmente existe



Exposição “Coexistence”
O projeto Coexistência 2006 chegou ao Brasil por iniciativa do Centro de Cultura Judaica e é exibido por inteiro no parque do Ibirapuera, Praça da Paz.
São 45 painéis de 5 por 3 metros de 42 artistas de 18 países que buscam eliminar o preconceito contra religiões, culturas ou raças. Também estão expostos textos de filósofos, artistas e escritores.
A exposição já passou por diversas cidades, começando por Jerusalém, em maio de 2001. Exposta nos muros da cidade e unindo portões dos bairros judeus, cristãos e mulçumanos, foi uma resposta aos atos de violência ocorridos na região.

Serviço:
Centro de Cultura Judaica - Rua Oscar Freire, 2500 - telefone: 3065-4333
Federação Israelita do estado de São Paulo – telefone: 3088.0111

Sunday, October 01, 2006

Matérias extras do Acontece Eleições

A importância da política na vida do jovem brasileiro

Nas próximas eleições mais adolescentes irão às urnas, porém muitos deles ignoram a importância do voto consciente.

Paula Carone e Júlia Toledo

Nos últimos quatro anos, o número de jovens votantes entre 16 e 18 anos na cidade de São Paulo aumentou 39%, ou seja, hoje os eleitores desta faixa etária somam 3 milhões. Isto mostra que estas pessoas estão mais engajadas no quadro político brasileiro do que se imagina. Prova disto são os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que relatam que 69% dos jovens acreditam que o voto pode mudar a situação do país e 66% consideram inaceitável não votar nas eleições.
A socióloga Graça Jacinto, professora da USP, explica que o motivo deste aumento se deve aos novos meios de comunicação, como a Internet, que facilitam o acesso do jovem às informações. Ela ainda alega que outro fator importante para este aumento foram os escândalos envolvendo os governantes atuais do Brasil: “Além da internet, o que motivou os jovens a irem às urnas foram os últimos acontecimentos políticos do país. Os escândalos envolvendo o governo os indignaram e, em função disto eles resolveram votar como forma de protesto.”
No entanto, numa enquete feita no Colégio Mackenzie no dia 25 de agosto de 2006, apenas 11 dos 50 entrevistados possuíam título de eleitor. De acordo com o aluno Klaus Bermauer, o motivo pelo qual ele não quis tirar o título foi a falta de interesse pela política. “Não tirei (o título) pois não quero perder meu tempo com política no Brasil”.
Dentre os que responderam sim, alguns o fizeram por causa do referendo de 2005 sobre o comércio de armas de fogo, como a aluna Adriana Sandoval. “Tirei (o título) com 17 anos porque queria votar no referendo sobre a venda de armas de fogo.”. Entretanto, , a maioria não o fez porque quis, e sim por pressão de familiares ou amigos que também estavam tirando o documento. Um exemplo disso é a aluna Juliana Alves da Cunha, que possui o documento mas não o possui por vontade própria. “Minha mãe me obrigou a tirar o título, mas eu não queria.”
Porém, alguns dos jovens entrevistados disseram que têm o documento porque acham importante as pessoas desta faixa etária se interessarem pela política do país, porque ela afeta diretamente a vida da população. Entre os entrevistados, Thiago Hoffman afirma que assiste o horário eleitoral para se informar sobre os candidatos, e que acha importante que os jovens como ele exerçam sua cidadania. “Gostaria que mais pessoas da minha idade também votassem e se interessassem mais por política. Somos nós que governaremos o país amanhã e, se as pessoas fecharem os olhos, o nosso país nunca vai mudar.”
Ele também acredita que, com um maior número de pessoas exercendo sua cidadania, o país tem mais chances de crescer e de enfrentar a situação atual, onde os próprios políticos não se importam com o país em si, mas sim com sua vontade própria.






Palestra com Boris Casoy
por Camila Braga

Política, eleições e cobertura jornalística. Esses foram os principais temas discutidos durante o debate com o jornalista e advogado, Boris Casoy. O evento, realizado pela união dos diretórios DCE, CAHL, DAEG, DAMAC e pelos grupos Falange Mackenzista e Tradição, encheu o auditório Rui Barbosa no último dia 5.
Boris comentou sobre a decepção brasileira com o atual governo, a falta de criatividade e crescimento na área econômica e, sobre a temática eleitoral, defendeu o voto distrital e facultativo.
O jornalista se sentiu bastante à vontade até para comentar a respeito de sua saída da Rede Record: “A Record buscava um modelo de jornalismo parecido com o da Globo, e eu não me encaixava nesse modelo.”, disse Casoy, que ainda completou, “ Meu jornal era neutro, mas se aprofundava na cobertura dos acontecimentos, diferente do da Globo.”
O debate foi intermediado pelo coordenador do curso de Jornalismo Vanderlei Dias, e foi dinamizado com perguntas vindas da platéia. Questionado a respeito da eficácia dos debates eleitorais e da ausência de candidatos que lideram as pesquisas de opinião, o ex-apresentador do Jornal da Record disse o seguinte: “Quem está ganhando nas pesquisas não vai aos debates, porque sabe que corre o risco de dar uma tropicada e piorar sua situação.”
Casoy também criticou o horário em que são transmitidos os debates políticos: “Queria ver se o debate fosse às oito horas da noite, com cadeira vazia e tudo, o que ia acontecer. Porque às dez horas só assiste quem pode acordar tarde no outro dia; quem trabalha, acorda cedo, não assiste ao debate.”
Em relação ao tema da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão jornalística, Boris Casoy se posicionou contra. Criticou os cursos de jornalismo, em geral, afirmando que são muito fracos e que falta a prática da profissão: “A técnica jornalística se aprende no dia-a-dia das redações.”
Ao final do debate, o jornalista respondeu ao Acontece, a respeito do voto nulo: “Eu sou contra, mas acho que é uma possibilidade da democracia.(...) Como você pode votar num candidato, pode votar em outro, pode votar em branco. (...) Eu sou contra, acho que ele não constrói.”

Friday, September 29, 2006

Editorial Eleições

Nossa edição especial do Acontece conseguiu esgotar seus exemplares em, praticamente, uma manhã. Isso é resultado do trabalho empenhado e da seriedade com que cada um de nossos colegas jornalistas desempenharam suas funções.
Gostaríamos de parabenizar e agradecer a todos os estudantes do 2º semestre das turmas D e J de jornalismo do Mackenzie. Trabalhamos em conjunto durante todo o processo de produção, desde o momento da coleta dos dados na pesquisa eleitoral até a edição das matérias. Tivemos algumas falhas e desentendimentos, pelos quais pedimos as nossas sinceras desculpas; esperamos que os erros possam ser reparados e que as discussões só venham a acrescentar na realização das próximas edições.
Infelizmente, nem todas as matérias puderam entrar na edição impressa desse jornal, por isso, disponibilizamos neste espaço mais alguns assuntos que tratam da temática eleitoral, para a sua informação e conhecimento. Você poderá interagir com a notícia publicada aqui, deixando seu comentário em cada um dos tópicos listados.
O processo eleitoral é de sua responsabilidade, sendo assim, é de extrema importância que você esteja bem informado e que se preocupe com os movimentos políticos que ocorrem na sua cidade, estado e país. Caso isso não se modifique, cada dia mais expressões bizarras como, “mensalão” e “sanguessugas” aparecerão nos jornais e continuarão a envergonhar aqueles que ainda não se cansaram de falar de política e se importar com ela.

Wednesday, September 27, 2006

Repórteres do Acontece foram ao show de Chico Buarque e falam sobre a apresentação

Show do Chico Buarque, no Tom Brasil em São Paulo, gera opiniões contrastantes entre repórteres do Acontece. Leia os dois lados da história:

Por Ana Ignácio

Ele voltou a cantar!

Depois de anos de espera os fãs podem conferir Chico Buarque nos palcos do Tom Brasil, em São Paulo. Acompanhado de uma banda composta por ótimos músicos, Chico apresentou composições de seu novo CD, “Carioca”, e relembrou canções já consagradas e conhecidas pelo público. E que público! Jovens, velhos, famílias inteiras, homens, mulheres, “peruas” e “bichos grilos” compunham as mesas do teatro e todos acompanharam e cantaram as músicas novas.
A platéia estava em êxtase simplesmente com a presença de Chico Buarque. Em meio a muitos gritos (femininos e masculinos) “Chico, manda um beijo para mim”; “Chico, você é tudo!”, a timidez do autor pôde ser conferida.
Realmente sua importância para os fãs, para a música e para a história brasileira ficou muito nítida e foi reforçada com a reação do público quando as “antigas” foram interpretadas. A platéia, encantada, acompanhava Chico em um grande coro: Morena de angola; Quem te viu, quem te vê; Sem compromisso; Eu te amo; Bye bye Brasil; João e Maria.
Claro que muitas canções ficaram de fora da apresentação. Creio que todos tinham uma listinha pessoal das músicas que gostariam de ouvir. Mas apesar disso, ninguém se importou muito. O que estava realmente em questão era poder ver Chico Buarque de Holanda. Fazer parte desse momento, e de repente perceber: não é que ele existe mesmo?! Porém, um único problema: quando será que ele voltará a cantar? Na lembrança e nos rádios dos fãs, certamente todos os dias, por tempo indeterminado.

Por Pedro Sorrentino

Virou vinagre

Sua família está reunida e todos esperam loucamente provar o vinho daquela safra especial que foi guardada para o natal deste ano. Depois que aquele seu tio, o palhaço da família metido a besta, fez questão de abrir a garrafa, todos fazem cara de desanimados. O vinho virou vinagre. É estragou com o tempo. Com Chico Buarque foi a mesma coisa.
A importância da figura de Chico para história do Brasil é imensurável, pois sua música foi capaz de instigar mentes de diversas gerações – de quem passou pela ditadura e viveu a censura até os filhos dos censurados. Toda a mescla de gerações tem se reunido no Tom Brasil em São Paulo, para ver o semi-deus-galã-das-menininhas-sapecas. A maioria do público estava lá para venerar “a lenda” ao vivo, que infelizmente se mostrou apática e sem alma. Alguns dizem que é só a timidez natural dele, que Chico não serve para o show ao vivo. É seco mesmo.
O palco estava incrivelmente bem montado, a iluminação era genial, simples e tocante com as cores variando conforme a música. A banda de apoio é excelente e dotada de algo que faltou ao mestre Francisco: feeling. Ou melhor, a malandragem carioca, o rebolado do quadril ao som da cuíca e do pandeiro ao melhor estilo Bezerra da Silva. Talvez não tenham dado corda suficiente no boneco duro que parecia estar no palco, que após um setlist longo e novo (leia-se sonolento), resolveu nos presentear com clássicos ao final do show. Tivemos então um segundo momento incrível,(o primeiro foi quando ele disse “boa noite São Paulo”, e as mulheres foram a loucura).Com os clássicos, as luzes ficaram mais claras, todos levantaram e cantaram juntos foi demais a união de vozes que formava o coro: “hoje o samba saiu...procurando você”.Mas saí do Tom Brasil procurando na minha mente o porquê de não ter gostado de alguém tão genial.